2014
Quero um abraço amigo e uma mão companheira
Quero encontrar em seus olhos a minha droga perfeita
Estranhos gritam na sala estou sozinho outra vez
Por mais que eu tente, eu procuro algo indefinido
Saio nas ruas, mas elas estão vazias, como um copo ao meio
Eu vejo pessoas e não vejo vida
Já não tomamos mais banhos de chuva
Já não gritamos
Estamos em uma eterna fila indígena rumo a lugar algum
Olhe em meus olhos
Sinta
Veja aqui
Estamos vivos
Saia do transe e transe
Saia do canto e cante
Existe algo ai dentro
Estamos vivos
O relógio corre
Nossa pele cai
Rasgue as amarras
Abrace a liberdade
Estamos vivos
Ainda estamos vivos.
Jacó Rabelo
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