segunda-feira, 27 de maio de 2019



2014


Quero um abraço amigo e uma mão companheira

Quero encontrar em seus olhos a minha droga perfeita

Estranhos gritam na sala estou sozinho outra vez

Por mais que eu tente, eu procuro algo indefinido

Saio nas ruas, mas elas estão vazias, como um copo ao meio

Eu vejo pessoas e não vejo vida

Já não tomamos mais banhos de chuva

Já não gritamos

Estamos em uma eterna fila indígena rumo a lugar algum

Olhe em meus olhos

Sinta

Veja aqui

Estamos vivos

Saia do transe e transe

Saia do canto e cante

Existe algo ai dentro

Estamos vivos

O relógio corre

Nossa pele cai

Rasgue as amarras

Abrace a liberdade

Estamos vivos

Ainda estamos vivos.



Jacó Rabelo


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